
Em 1865, Julio Verne escreveu “Da Terra à Lua” e, em 1870, “Em Torno da Lua”. Nos dois livros descrevia viagens à lua, com detalhes que impressionam pelas semelhanças com o que viria a acontecer apenas um século depois.

Julio Verne, aliás, era um visionário e tanto. Em “Paris no Século XX”, publicado em 1864, ele já pensava em coisas como aparelhos de ar condicionado, carros a gasolina, calculadoras, cadeira elétrica, TVs, elevadores e até aparelhos de fax.

Na previsão sobre robôs, Isaac Asimov leva grande parte do crédito pela série iniciada em 1950, com “Eu, Robô”. Mas uma peça do russo Karel Capek, de 1920, já mencionava humanos “fabricados” para trabalhar como mão de obra barata.

Clonagens e terapias com genes saíram há décadas da cabeça de Aldous Huxley, como mostra “Admirável Mundo Novo”, de 1932. Mas suas previsões ainda não se concretizaram completamente: ele falava em clones humanos no livro.

A ARPANET, embrião da internet criado pelo Departamento de Defesa dos EUA, já existia em 1975. Mas não era tão sofisticada quanto imaginava John Brunner, que no mesmo ano, em “The Shockwave Rider”, já falava em uma rede mundial, hackers, vírus e worms.

WWW não é sinônimo de internet, só uma subseção, criada em 1991. Mas não para David Brin, que um ano antes imaginou links de hypertextos, áudios e vídeos em streaming, em “Terra”. Antes, em 1989, Orson Scott Card previu o hyperlink em “O Originador”.

Máquinas controladas remotamente, que manipulam materiais perigosos, são chamadas de “waldoes”. Homenagem ao nome dado a elas por Robert Hienlein em Waldo, um conto de 1942. O mesmo autor imaginou o colchão de água em 1961, seis anos antes dele existir.

Arthur C. Clarke publicou em 1945 a proposta de um satélite de comunicações ao redor da Terra na revista Wireless World. Pois 20 anos depois o Intelsat I foi lançado, dando início às transmissões de TV via satélite. Em 2002, já eram mais de 300 em órbita.

Em 1962, Arthur C. Clarke (de novo ele) imaginou um sujeito preso a uma cratera lunar durante uma viagem turística. Mas a experiência de Dennis Tito, 39 anos depois, foi bem mais tranqüila: por US$ 20 milhões ele se tornou o primeiro turista espacial.

Essa é famosa: em “Viagem Fantástica”, de 1966, Isaac Asimov imaginou cirurgias com instrumentos minúsculos, muito menos invasivos que as tradicionais. A diferença, claro, é que os médicos não encolheram junto para entrar no organismo dos pacientes.